O que é o Caminho da Graça como movimento histórico from David Palazzo on Vimeo.
Leia Mais >>25 janeiro 2011
Somos um trabalho "em células?
Esta é uma resposta a uma pergunta feita por e-mail:
CÉLULA:
O estilo é informal e geralmente nas residências, como as células, mas na verdade não somos células. Veja por quê:
1- Célula pressupõe que aquele grupo está ligado a uma sede à qual tem que ficar prestando contas. O Pr Caio Fábio nos dá apoio mas não é nosso chefe. Somos livres e o que nos une é o prazer de fazermos parte uns dos outros. Não estamos ligados a uma igreja (um templo sede). Somos grupos legalmente independentes.
2- O trabalho em células visa predominantemente aumentar o número de membros da igreja. Como não estamos trabalhando para uma igreja, eis aí outra diferença.
3- Como i trabalho em células visa resultados numéricos, há obviamente sobre os líderes uma indesejável pressão por resultados (conseguir mais adeptos para a igreja a qual pertencem). Nós não queremos essas pressões sobre nossas vidas nem nos medimos por esses conceitos. Além do mais, a pressão por resultados gera angústia, disputas, vaidades e úlceras. Fomos enviados a pregar, não a abrir franquias de igrejas.
4- Geralmente nas células a vida do líder é controlada pelo pastor. O que ele pode ou nao pode fazer, o que disse ou não disse, com quem se relaciona, o que faz, onde vai, se está namorando ou se terminou o namoro... E da mesma forma o líder é orientado a fazer com seus liderados. As células geralmente funcionam como uma espécie de "sociedade vigiada". Quem não se enquadra é visto como rebelde ou não convertido. Nós, do Caminho, não acreditamos nesse "método". QUEREMOS GERAR CONSCIÊNCIA, NÃO CONTROLE.
5- Não recebemos orientação quanto à tática para trazer mais pessoas para o grupo. Aqui não há tática PARA NADA. Aliás, não acreditamos em "tática" nenhuma no que diz respeito ao Reino de Deus ou à vida das pessoas. Não queremos táticas para fidelizar nem para evangelizar nem para santificar nem para emocionar. Somos livres para sermos guiados pelo Espírito de Deus. Essa liberdade é muito valorizada no Caminho da Graça. Cada Estação do Caminho tem um jeito de ser, uma programação, uma cara própia. Não estamos em uma fôrma e a particularidade de cada grupo é respeitada. Não há pânico de que alguém saia do controle.
6- No Caminho da Graça somos orientados a não nos metermos na vida de ninguém. Nos dispomos a ouvir quem quer ser ouvido, ajudar quem quer ajuda. Ninguém tem a obrigação de se expor se não desejar, nem tem a obrigação de dar satisfação da sua vida se não estiver desejoso de compartilhá-la. Jesus sempre deixou seus discípulos livres, a ponto de perguntar: "quereis vós também retirar-vos?
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13 outubro 2009
COMO É O "CAMINHO DA GRAÇA"? - Perguntas Frequentes
1. Quem pode participar das reuniões?
O Caminho da Graça é para todos. Os perdoáveis e os imperdoáveis.
2. Vocês são parecidos com qual denominação e qual doutrina?
Não somos parecidos com nenhuma denominação.
Nem desejamos nos parecer com uma ou ser uma.
O alvo de um ser humano é se parecer com Cristo.
"...até que todos cheguemos à Sua estatura..."
3. Como é a cerimônia de vocês, liturgia, ordem do culto?
Não temos. Nos encontramos de forma simples e informal e a partir dai, tudo é bom. Cantamos, oramos, compartilhamos, refletimos no Evangelho e participamos da Mesa do Senhor.
4. O que vocês dizem aos que estão em pecado?
Pecado se resolve com perdão. É isto que dizemos.
O que se faz é o que todos devemos fazer, isto é, nos expormos ao Evangelho de Jesus e deixarmos que o Evangelho produza os efeitos que só o Evangelho pode produzir.
5. É verdade que vocês fazem troca de casais e aceitam adúlteros?
Não somos partidários desta pratica, isto é, troca de casais.
Trocamos fardos pesados da religiosidade pelo fardo leve de Jesus.
Aceitamos entre nós "pecadores que pecam porque são pecadores", portanto, aceitamos adúlteros, mentirosos, fofoqueiros, vaidosos, orgulhosos, trapaceiros etc. entre eles eu, você e quem chegar...
6. O que vocês acham da igreja evangélica contemporânea, e de seus líderes que, porventura, cairam?
Da igreja evangélica não achamos nada. Não fazemos parte dela. Somos apenas seguidores de Jesus.
Dos líderes que caíram, bem,
"TODOS PECARAM E DESTITUÍDOS ESTÃO DA GLÓRIA DE DEUS" e "NÃO HÁ CONDENAÇÃO SOBRE OS QUE ESTÃO EM CRISTO JESUS" e "QUEM ACHA QUE ESTÁ EM PE, CUIDA PRA QUE NÃO CAIA"
7. O ministério de louvor de vocês toca qualquer música, como vocês podem dirigir o louvor do povo, como vocês têm a capacidade de profanar o templo de DEUS?
Que "ministério de louvor"? O que é qualquer música? Quem dirige o louvor do povo? Que templo? Sobre que "deus" você está falando? O Deus encarnado em Cristo é que não é.
8. Como é que tantos pecadores conseguem conviver com vocês ai no Caminho da Graça? Incrível como todos que caíram se unam!
É incrível mesmo. Eles convivem juntos com todos os outros pecadores. É normal. Leprosos convivem com leprosos.
Todos vivem disputando quem chega primeiro aos pés da Cruz.
9. Quantos membros se congregam na Estação Flórida?
A Estação não tem membros, só gente que vai e vem.
10. Quem é o pastor da Igreja?
Jesus é o pastor da Igreja. Pessoas com o dom de pastorear (servir, acompanhar, atender, ouvir) existem muitas nas Estações.
11. Por quê "mentor" e não "pastor"?
Porque não são a mesma coisa. Nem todo mentor tem, necessariamente, o dom pastoral. Entendemos que o termo "pastor" não deve se referir a um "líder" de uma determinada congregação ou uma "autoridade espiritual" sobre a vida dos demais irmãos. Entendemos pastores como servos amigos e conselheiros idôneos, que lavam os pés dos irmãos sem julgarem-se superiores a ninguém. O mentor é apenas alguém com disposição e disponibilidade para servir de contacto, organizar encontros, identificar dons, facilitar a vivência comunitária e fazer o que seja necessário para o bom andamento de tudo.
12. Por quê "estação" e não "igreja"?
Porque não são a mesma coisa. Igreja (com I maiúsculo) corresponde ao que Jesus e o Novo Testamento definem como Igreja: A Assembléia dos que foram chamados à Fé, ou seja, o encontro com Deus e uns com os outros em torno do Nome de Jesus — o que faz de todo Encontro Humano, em fé, um Encontro-Igreja no qual Jesus promete estar presente, mesmo que sejam apenas dois ou três re-unidos por se saberem a Ele unidos!
“Igreja” (entre aspas) refere-se às representações institucionais do fenômeno histórico, social, econômico, político e culturalmente autodefinido como “igreja” — e que tem uma hierarquia (clero), sigla (denominação), geografia fixa (prédio) e membros-sócios. Ou seja, Igreja a gente encontra no caminho. “Igreja”, a gente vai ao encontro dela ou a identifica pela placa! "Estação" é um ponto-existencial de encontro entre aqueles que se identificaram com a mensagem do Evangelho.
13. Qual é a estratégia de evangelização que vocês empregam?
Crescermos, cada um de nós, à semelhança de Cristo, sendo assim "sal e luz" por onde quer que nós passarmos. Nossa estratégia é crer em Cristo ("Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.") e obedecê-lo (“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.”).
14. "Venha como estás e fique como quiseres"?
Exato. Agora nossa pergunta é "como queres ficar agora que viestes?" Quando perguntaram a Lutero "...quer dizer que se estamos em Cristo podemos fazer o que quisermos?", ele respondeu: "Correto! Agora, o que querem fazer?" Nossa esperança é que o Evangelho da graça de tal modo tranforme o coração da pessoa que ela passe a querer apenas o que é verdade, saúde e vida!
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06 outubro 2009
O QUE É O EVANGELHO?
O Evangelho de Jesus é simples from David Palazzo on Vimeo.
“O Evangelho é a Boa Nova. O Evangelho é a certeza de que Deus se reconciliou com o mundo, em Cristo; e que agora os homens podem se desamedrontar, pois foi destruído aquele que tem o poder da morte — a saber: o diabo —; bem como foram libertos aqueles que estavam sujeitos à escravidão do medo da morte por toda a vida. Quem crer está livre, e pronto para começar a andar na paz”.Leia Mais >>
25 janeiro 2009
MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA
Nos dias da Reforma Protestante, 95 foram as teses. Hoje a tese é uma só: Se tudo é Graça de Deus, então, não há barganhas e nem propostas a serem aceitas, jamais.
Portanto, eis como segue:
1. Há um só Deus, que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo; sendo, no entanto, um só Deus; e tal realidade divina pode ser por nós apenas crida, mas jamais entendida. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus!
2. Tudo e todos os que existem foram criados por Deus e para Deus; e Deus ama a todas as Suas criaturas e criações; posto que sendo amor a natureza de Deus, tudo o que Ele criou por amor o criou.
3. Deus é Amor; portanto, Deus é Graça; visto que somente no Amor há Graça; sendo também esta a razão de Deus haver feito o Sacrifício Eterno pela Sua criação e todas as Suas criaturas, antes mesmo de criar qualquer coisa; posto que o Cordeiro Eterno de Deus, que é também o Filho, entregou-se como Redenção e Remissão de pecados antes que qualquer coisa, ente, criatura ou dimensão tivessem sido criadas.
4. As transgressões que houve e há na criação, não demandaram de Deus um “improviso”, um remendo; posto que a Graça do amor de Deus revelado aos homens não seja um improviso, mas a consecução do amor que já se dispusera a tudo por amor à criação antes de haver mundo.
5. Deus é amor, é, portanto, Pessoa; pois não há amor sem pessoalidade. Por isto ao criar seres capazes da pessoalidade, Deus chamava a Sua criação a um vinculo de relacionalidade com Ele, em amor, verdade e graça.
6. Sendo Deus Eterno e Infinito, e o homem mortal e finito, não há meios de o homem ou qualquer criatura discernirem Quem Deus é a menos que Deus faça revelação de Si mesmo.
7. Portanto, tudo quanto de Deus possa ser sabido nos vem exclusivamente por revelação; seja a revelação Dele mediante a Natureza das coisas criadas, seja pela iluminação da consciência, seja pelas Escrituras que decorreram da fé de Abraão, seja pela ciência como apreensão da revelação livre que Deus faz de Si mesmo.
8. A Palavra de Deus, portanto, se manifesta de muitos modos; entretanto, uma só é a Palavra; e toda a sua revelação está manifesta em Jesus, que é o Verbo Eterno, a Palavra antes de qualquer Natureza, Consciência, Ciência ou Escritura; posto que somente em Jesus seja possível discernir Deus em Sua plenitude de revelação aos homens. Afinal, Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai” [...] “Eu e o Pai somos Um”.
9. Sendo Deus Eterno e totalmente transcendente ao homem, tudo o que Dele nos venha é Graça; e sem Graça, favor divino em todas as coisas, nada pode ser por nós apreendido como bem eterno em razão de nossa incapacidade de discernir o Eterno e Infinito, especialmente quanto a aprender a Sua vontade.
10. Além disso, pela mesma razão, somente se pode manter relação com Deus mediante a fé, posto que a fé se abra para todas as coisas, visíveis e invisíveis; e mais: somente a fé não conhece impossível; portanto, somente pela fé se pode manter vinculo com Aquele está para além de toda compreensão.
11. Ora, sendo Jesus o Cordeiro Eterno de Deus que se manifestou na História, o fez no mesmo espírito da Graça Eterna, a mesma concedida à criação e às criaturas antes que houvesse mundo. Por isto Jesus não é o Deus dos cristãos, nem de qualquer grupo humano, nem o fundador do Cristianismo, nem o Deus dos crentes que assim se confessem apenas pela filiação a uma agremiação religiosa... Antes pelo contrário, Ele é a verdadeira Luz que vinda ao mundo ilumina a todos os homens; posto que Jesus tenha sido apresentado a nós como pertencendo a uma Ordem Sacerdotal Superior, não religiosa, não humana, e que é descrita como sendo a Ordem de Melquizedeque, na qual todos os seres humanos, sabendo ou não de tamanha Graça a eles disponível em Cristo, nela estão incluídos por uma decisão unilateral do amor de Deus; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.
12. Desse modo, tudo quanto concerne ao homem como necessidade, surge de Deus como solução do amor na Graça; a saber: arrependimento, fé, salvação, redenção, perdão, justificação, alegria, santificação e esperança eterna. Assim, não há nada que seja essencial ao homem que seja provisão do homem para o homem; pelo contrário, tudo provém de Deus.
13. Por esta razão o povo de Deus é o Povo da Graça; pois, quem quer que esteja em Deus só o está em razão de ter sido incluído gratuitamente em tão grande salvação.
14. Além disso, esse Povo de Deus é chamado a tornar-se seguidor de Deus nos passos de Jesus; e, por isto, só é Povo de Deus [e, portanto, Igreja], aquele que se entregar a Deus apenas crendo que no Cordeiro Eterno, Cristo Jesus, Tudo Está Consumado; não restando ao homem nada a fazer a fim de completar o que já estava Feito antes de haver mundo.
15. É porque o Evangelho é assim, e porque Jesus assim ensina, e, além disso, por ter sido apenas este o Fundamento Apostólico sobre o qual a revelação da Nova Aliança se deu, é que afirmamos com tremor e santo temor que:
15.1. O que se fez nesses 1700 anos de História Cristã Romana, da qual a própria Reforma Protestante não deixou de ser herdeira, rompendo com muitas coisas, mas não com todas, tornando-se assim, de certa forma, apenas uma Re-forma, mas não uma Revolução de sentidos, conteúdos, e, sobretudo, de simplificação não de formas, mas de espírito — é ainda algo totalmente insatisfatório; posto que seja ainda um reformar, mas não uma ruptura de conteúdos, de dogmas, de doutrinas humanas, de lógicas mundanas, todas elas criadas pelo Pai do Cristianismo e seus auxiliares históricos: o Imperador Constantino.
15.2. Que o que provocou a Reforma nos dias dos Reformadores do Século XVI, tornou-se algo revivido com ênfases e disfarces de maldade ainda maior entre nós, hoje; posto que agora tudo seja feito com máscaras do “nome de Jesus”, porém, com modos que fazem as vendas de Indulgências que deram pavio ao fogo da Reforma, tornarem-se temas inocentes de presépio infantil.
15.3. Que as barganhas, as negociatas, as campanhas de exploração da credulidade do povo, o uso perverso da Bíblia, o espírito de troca e comercio, as maldições e ameaças pronunciadas “em nome de Jesus”, os novos apóstolos do dinheiro e da prosperidade, o desenfreado comercio da fé como produto, a utilização de todos as formas de manipulação e engano, as inegáveis manifestações de ações criminosas em nome da fé, o uso político da igreja e do nome de Jesus, e tudo quanto entre nós hoje se define como “igreja” e sua prática histórica, não mais é que um estelionato sem tamanho e medida, e que faz a Igreja Católica do Século XVI uma entidade de bruxos aprendizes daqueles que entre nós hoje são pastores, bispos, apóstolos e candidatos diabólicos à divindade.
15.4. Que não é mais possível usar termos como “evangélico”, que deveria significar “aquilo que carrega a qualidade do Evangelho”, nem termos como “Igreja”, que deveria apenas ser a assembléia dos crentes no Jesus dos Evangelhos — posto que “evangélico” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é descrito como sendo anti-evangélico, e “Igreja” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é apenas uma multidão perdida e sem pastor, tamanho é o descaminho dos seus guias e condutores do engano.
15.5. Que não é mais possível conviver passivamente com tamanho engano blasfemo, sob pena de nos tornarmos indesculpáveis diante de Deus, desta geração, e das que ainda virão.
15.6. Que hoje se ouve a Voz de Deus, dizendo como fez antes muitas vezes, e no futuro ainda voltará a dizer: “Sai do meio dela, ó povo meu!” Sim, pois “o Senhor conhece os que Lhe pertencem”; e deseja separar Seu Povo do convívio perverso não no “mundo”, mas, sobretudo, no “ambiente chamado ‘igreja’”; posto que, pela anuência silenciosa, estamos corroborando o engano para aqueles que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda.
15.7. Portanto, convidamos a todo aquele que ainda crê em Jesus segundo a pureza do Evangelho, que assuma hoje, e para sempre, uma total ruptura com tudo aquilo que se disfarça sob o nome de Jesus, mas que nada mais é do que manifestação do engano, até que chegue o Dia quando todo “Senhor, Senhor” que não teve correspondência de obediência ao Evangelho, de Jesus ouvirá o terrível “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim todos vós que praticais a iniqüidade”.
15.8. Aqui, sem alarde, com total sinceridade no Evangelho, convidamos você a abraçar a busca da Regeneração; pois, o que a “igreja” precisa a fim de se tornar Igreja, segundo Jesus, é de Regeneração, de conversão, de arrependimento e de iluminação do Evangelho na Graça de Deus.
15.9. Portanto, não temos barganhas a fazer com tudo aquilo que, mesmo sendo anunciado “em nome de Jesus”, nada tenha de Jesus e do Evangelho; e assim fazemos porque temos certeza de que seremos cobrados por Deus se nos mantivermos alheios, silenciosos, perversamente educados no nosso assistir da mentira na sua prevalência histórica contra a verdade e a simplicidade do Evangelho.
15.10. Estas são as teses puras e simples deste momento/tempo de Busca de Regeneração de nós mesmos no Evangelho. Quem diz amém ao Evangelho de Jesus, esse não temerá viver todas as implicações dessa decisão proposta não como Reforma, mas como Regeneração.
Nele, que nos chama a servi-Lo hoje, nesta geração, pois a ela estamos endividados pelo conhecimento da Verdade em Jesus,
Caio Fábio D’Araújo Filho
E quem mais assinar antes ou depois de minha assinatura...
21 de outubro de 2009
Lago Norte
Brasília
Leia Mais >>01 março 2008
O CAMINHO É UMA PESSOA (E NÓS SOMOS SEUS DISCÍPULOS)

Os textos que se seguem, e outros que serão acrescentados posteriormente, foram extraídos do site do Caio (http://www.caiofabio.com/) e dos blogs do Caminho da Graça.
São alguns textos básicos que eu reuní aqui apenas para que você tivesse, num só lugar, uma idéia também básica sobre o Caminho da Graça. Para uma compreensão mais ampla, leia todo o Novo Testamento, e também todo o conteúdo do site e dos blogs.
O Caminho da Graça não é uma denominação religiosa ou instituição, mas uma pessoa e o seu nome é Jesus!
Nós somos discípulos dele e mensageiros das boas novas de que "Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens". A Graça e o Amor são nossa mensagem e nossa vida!
Boa leitura! Oro para que nosso bom Deus abra seu coração para o Evangelho da Graça!
Adailton César
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O QUE É O CAMINHO
O Caminho é mais que um lugar ou um clube de iluminados.
Trata-se de um movimento de subversão do Reino de Deus na Terra.
Por esta razão, "o Caminho" é feito de gente chamada a assumir seu papel de sal que se dissolve e some para poder salgar; de fermento que se imiscui na massa e desaparece a fim de subverter; de pequena semente que se torna grande e generosa árvore que a todos acolhe; de Casa do Pai para os filhos Pródigos e também para os Irmãos Mais Velhos que se alegrarem com a Graça do perdão; e um ambiente espiritual no qual até o "administrador infiel" possa se consertar, e, assim, tentar fazer o melhor do que restou.
No Caminho todos são irmãos, e ninguém é juiz do outro. Assim, ajudam-se, mas não se esmagam uns aos outros, posto que no Caminho todos caem e levantam, todos se enfraquecem, mas não desanimam, todos são humanos, e, com humanidade são tratados, conforme o Dogma do Amor.
Desse modo, "os do Caminho" andam no mundo, no chão da terra, em meio à sociedade humana; e isto sem fazer propaganda religiosa, mas, antes e sobretudo, "sendo" povo de Deus entre os homens vivendo mediante a "fé que atua pelo amor".
Jesus nunca quis fundar uma religião. Nada foi mais danoso para a genuína fé do que terem-na feito tornar-se uma religião, entre as demais.
Seguir Jesus é aceitar um modo de ser, é assumir como vida as Suas palavras, e é dar testemunho do Evangelho não como uma "estratégia de evangelização", mas sim como a natural vocação da Vida em Cristo.
O "Caminho da Graça" é a simples busca de viver o Evangelho com tal consciência entre os homens. Nada mais e nada menos do que isto!
Portanto, se o que você aqui ler for algo que receba o testemunho interior do Espírito Santo como sendo verdade conforme o espírito do Evangelho, então, una-se àqueles que desejam apenas andar conforme o chamado original dos "do Caminho", conforme o livro de Atos.
Caio
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29 fevereiro 2008
O CAMINHO DA GRAÇA QUER SER "ODRE NOVO"

Caio, falando em Santos:
“Minha mulher Adriana e eu estamos felizes de estarmos juntos com vocês.
E o Marcelo Quintela é a pessoa que Deus usou para estarmos iniciando esse trabalho do Caminho da Graça aqui em Santos.
Ele é o Ministro da Palavra da Estação do Caminho aqui, e nós não estamos começando mais uma igreja, pois jamais iria estar começando algo para ser mais um clone do que está aí estabelecido.
De modo que, quem gosta do Vinho Velho, Jesus disse que jamais irá dizer que o Novo é melhor. O que queremos, então? A nossa tentativa é de experimentar, provar e viver esse eterno Vinho Novo em Odres Novos! Isso porque existem muitos Odres Antigos, que são só odres, são só “containers”, eles não fazem parte do conteúdo do Evangelho.
O Evangelho é o Vinho, o resto é apenas, generacional, tem a ver com o tempo, com a hora, com a ocasião. Só que nós, cristãos, acabamos institucionalizando o Odre, e o Odre ganhou uma importância tão grande, que a gente briga, mata e morre pelo Odre, mas não tem ninguém interessado com a qualidade do Vinho!
E se é assim, nós não estamos aqui para repetir os modelos de Odres que existem, mas estamos pedindo a Deus que não nos falte o conteúdo do Vinho Novo do Evangelho para pacificar o coração de cada um, em nome de Jesus.”
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AS PRODUÇÕES DO CAMINHO DA GRAÇA

"Não é para viver de adventos fenomenológicos,
Mas do pão nosso de cada dia!"
O velho e bom Aurélio, define:
Produzir: 1. Dar nascimento ou origem a; criar. 2. Fazer aparecer, originar. 3. Apresentar, exibir. 4. Causar. 5. Render. 6. Fabricar. 7. Ser fértil
O "Caminho da Graça" é um testemunho. Há muitos outros. Muitos. Todos procurando um "lugar ao sol" onde possam se fazer ouvir. Daí surgem as produções, as nominações e as tipificações de cada um, de cada grupo.
Em primeiro lugar, deve-se lembrar que o Caminho da Graça que a gente pode PRODUZIR não vale tanto a pena. Quero dizer, não valerá a pena transforma-se numa agência de eventos com uma agenda de atividades como "produção".
O Caminho da Graça que vale a pena é aquele que PRODUZ em nós! Que produz em nós para a Vida. É o caminho da internalização da Graça de Deus em nós, é o caminho do Entendimento Espiritual da incondicionalidade do Amor e do Perdão do Pai. E essa produção continua subjetiva, existencial, relacional, num fluxo de exposição que vaza de dentro para fora do ser, e nunca o contrário.
O melhor Caminho da Graça é aquele que chama de produção, serviço, mobilização e estruturação tudo que se pode realizar na realidade do cotidiano e não nas encenações do nosso ritual comunitário de amor-com-hora-marcada. Nas relações extra-templos, sem agenda pré-definida, mas segundo o próprio curso da vida em suas idas e vindas, e em seu cruzamento com toda gente na secularidade é que se faz o Caminho, é que se produz e se realiza.
O "Caminho" não será uma "igreja de programas", nem nada parecido com isso. O "Caminho" não existe a partir de seus Encontros, o "Caminho" existe, e ocasionalmente, desemboca esse existir num Encontro, numa Estação, numa caminhada organizada, numa co-existência mais programática, pragmática, precisa, etc.
E por que esse tema agora?
Ora, porque à medida que a gama de missões externas vai se ampliando a partir de nós e nossas iniciativas como grupo, diminuem, na mesma proporção, as missões internas, o cuidado devocional com a alma em relação a Deus e a solitude necessária como produtiva disciplina espiritual. E não demora, então, para estarmos vivendo a ansiedade da manutenção de tudo, da oferta de incessantes eventos especiais, e carregando no enganado coração carregado a sensação de estarmos fazendo a "obra de Deus", quando só estamos promovendo nosso emblema e patrocinando nossos próprios entretenimentos.
Tudo isso advém do legado das práticas da insegurança que precisavam provideenciar que todo mundo estivesse ocupado com a agenda interna, vivendo num clima de gincana infinita, a fim de manter a coisa viva e as pessoas na "pilha" o tempo inteiro, para que elas se sentissem parte do espetáculo e fossem absorvidas pelas tensões e tesões do gueto, num anestesiante comportamento de fuga da vida.
Tudo isso me lembra muito os "avivamentos de retiro". Sim, falo daquela euforia espirituóide que acaba antes das malas estarem desfeitas. Estou falando daquela elevação de espírito pós-acampamento que dura até que a segunda-feira mostre suas garras!
Como se preservar das "fórmulas" de crescimento? Como ser operacional sem deixar de ser relacional? Como se guardar desse in-fluxo, enquanto estamos crescendo como Movimento de Consciência e Relacionamento, com cuidados pastorais?
Alguns conselhos que foram expostos em Fortaleza, e aqui condensados, são esses:
1) Não ser impressionável: Não é o tamanho do grupo, mas o significado do Encontro que vale. No dia que começarmos a nos preocupar com idolatrias numéricas, estatísticas e censos, atividades e ênfases que geram espírito de competição e não de fé; nesse dia, creiam, começamos a falir.
2) Não perder o espírito hebreu, caminhante, peregrino e forasteiro, que caminha sem a prerrogativa de controlar NADA, numa impotência maravilhosa e bem-vinda, que gera dependência de Deus e a manifestação do Seu poder.
3) Não se deixar pervair de um espírito acadêmico. Quase sempre a comunidade que cresce, fica besta, fica cult, auto-centrada, cerebral demais e cada vez menos crente na possibilidade dos impossíveis dos homens serem possíveis para Deus. De repente, já não se crê mais em milagres e em intervenções de Deus. Então, é necessário manter viva a expectativa da Graça Viva... Gente que diz que crê na ressurreição de Jesus, crê em tudo o mais! Deus está livre hoje para fazer o que desejar! É preciso, portanto, ousadia no Espírito Santo para orar sem temer o ridículo! Cada um de nós tem a liberdade para orar, crer e esperar, e animar a fé dos irmãos, tendo a cura como consolação ou a consolação como cura!
5) Apascentar o rebanho de Deus que está entre nós com cuidado, não por obrigação ou ofício, mas voluntariamente, por amor, evitando o pastoreio do constrangimento, da coação, da amargura por ser forçado, remunerado! E ainda, não motivado por ambição ou ganância, mas de toda boa vontade; não como dominadores dos que nos foram confiados, mas servindo de modelo ao rebanho.
5.1.) Quem quiser conduzir gente do Caminho e no Caminho, deve-se lembrar sempre dos sofrimentos de Cristo Jesus, que quando caluniado não caluniava, e quando injuriado, calava-se! Deve-se lembrar que é normal ser traído e ser deixado, e ser negado, e ser usado. Deve abrir mão de melindramentos, de direitos, de bem-estar, de reconhecimentos, de processos públicos de vitimização de si próprio, não tendo em si mesmo a medida de tudo e nem sendo o limite de coisa alguma.
5.2.) Quem quiser conduzir gente do Caminho e no Caminho, deve estar consciente da Esperança da Glória e viver sobre esses dois pilares propostos por Pedro: sofrimento e glória. Como é com o Mestre assim será com os Seus discípulos, sempre. A coroa da Glória ofertada pelo Supremo Pastor não é para esse tempo e nem para esse mundo. A Glória é do Porvir. E "entre nós, não será assim", conforme o curso desse mundo, segundo a ética dos que governam os sistemas sobre a Terra, que lideram para serem servidos. "Entre nós, o maior seja o que mais serve". Reconhecimento e Glória estão adiados até o Tempo oportuno, quando o tempo não mais existir! Pedro a designou "coroa imarscecível". Ora, vem Senhor Jesus!
***
Assim, ninguém se envolverá de novo com as "coisas de Deus" em detrimento do "Deus de todas as coisas", nas funcionalidades que só servem para manutenção de seu próprio circo, em estratagemas que só se operam para "tocar o barco", com calendários de eventos anuais fixos e pré-determinados, sem sua correspondente demanda e senso de ocasião.
Antes do ativismo, há de se descansar aos pés do Mestre. Essa é a melhor parte. E por tentação nenhuma de crescimento institucional, ela nos será tirada; pois pouco é necessário nessa Jornada! Louvado seja o nome do Senhor!
Nesse sentido, toda hora alguém me pergunta: Quando vai ser o Encontro do ano que vem? Onde será o próximo evento nacional do Caminho? Irmãos amados, o encontro não é um evento do calendário anual litúrgico do Caminho da Graça. Os Encontros são organizados em função da pertinência e da necessidade. Sua geografia não é fixa e a escolha da região obedece critérios circunstanciais importantes para determinado momento. (E o nome é Encontro sei lá eu por que! Podia ser confraternização, retiro, conferência, reunião, etc. Talvez seja "Encontro" só porque é um encontro mesmo, assim como o diácono na igreja primitiva era chamado diakonos só porque ele era mesmo aquele que serve, o garçom!) O que importa é que os Encontros correspondem ao apelo de centenas de amigos distantes e unidos pela virtualidade que em dias como esses de Fortaleza podem então se abraçar, orar juntos, congregar-se, compartilhar, comungar em unidade de fé, ouvir, aprender e ensinar...
Ah! E dançar!
Assim, não produza nada no Caminho que não seja produção do Caminho em você!
É um conselho e um desafio.
Marcelo Quintela
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AS REUNIÕES SÃO PARA TODOS?

Estamos com algumas dúvidas com relação ao início do Caminho por aqui, pois tem muita gente fazendo contato para participar das reuniões. Queremos saber como trataremos destas questões? Como foi o surgimento do Caminho da Graça aí em Santos? Vocês abriram as reuniões PARA TODOS? Como foi? Sobre o que tratavam nas reuniões iniciais?
Belo Horizonte - MG
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Olá, meu amigo,
Que bom que as pessoas estão fazendo contato. Você verá que as próprias pedras clamarão!
Quanto às dúvidas que você levantou, quero te dizer o seguinte, sendo bem objetivo: Seja o mais simples e espontâneo possível. Tudo informal, tudo para todos. Tudo acerca do Evangelho e não de mais uma metodologia de aplicação eclesiástica. Não fique pregando acerca do modus faciendi da coisa toda.
Pregue o Evangelho de Jesus Cristo, e Este crucificado - Escandâlo até para os cristãos!
As pessoas já estão cansadas de ouvir acerca de novas fórmulas, métodos, visões, visões, visões... Argh! me dá até naúseas!
Portanto, se você não fizer reunião administrativa, todos e qualquer um poderão participar. Reuniões de organização civil ou de ordem estatutária (que com o tempo, serão necessárias) são para um grupo selecionados de irmãos envolvidos profundamente na história toda de abrir uma Estação, mas não necessariamente seus "pioneiros".
Mas, reuniões públicas são públicas! Podem vir não-crentes, crentes, tradicionais, pentecostais, pastores, presbíteros, diáconos, bispos, apóstolos, cardeais... Basta ser gente!
E no Caminho vai ser tratado como gente. Ninguém é a rainha Elizabeth no Caminho da Graça!
Não tem rico, nem pobre, nem culto, nem bronco, nem homem e nem mulher... Cristo é tudo em todos!
Aqui em Santos, nós começamos nas casas (CAMINHO COM-VIVÊNCIA) e simultaneamente, alugamos um auditório todo domingo, no qual fazemos uma Reunião (alguma música, pregação do Evangelho, testemunho, contribuição; e uma vez por mês, nós ceiamos com alegria e singeleza).
Não é exatamente o modo que é novo, e sim o espírito!
Nas primeiras reuniões, eu explicava que o Caminho não é uma igreja - no sentido da cultura evangélica - e nem pretende ser. É um movimento de consciência e conversão a Graça de Deus em Cristo (e nesse aspecto, temos visto a ação do Espírito nos corações e mentes).
Avisei, então, que todos poderiam vir e ninguém precisava sair de suas comunidades religiosas originais. Lógico que a maioria, assim que passa a frequentar o Caminho e ver que existe MESMO uma diferença - que não é propriamente de formato dependendo da experiência litúrgica de quem chega; mas que é de mensagem e de relacionamento - começa, então, também a frequentar mais assiduamente, porque lhes faz bem!
Depois que se conhece a abundância de Vida em Cristo, a maioria simplesmente não quer parar o processo de aprendizado e fortalecimento da fé.
É lógico também que, dependendo do circuito evangélico que a pessoa está ligada, os “porteiros da igreja” não vão deixar barato, e os que freqüentam o Caminho, serão chamados por sua liderança, e terão que se arrepender de ter feito isso... (“a vontade de Deus não sei o quê, a vontade de Deus não sei o que lá...”). Se o membro insistir, será convocado a escolher onde quer ficar. Com muita sorte, saíra “abençoado”, se for o caso!
E quanto a nós? Como tratamos essas questões?
Ora, eu não fico perguntando quem é e quem não é; quem está e quem não está! Deixo vir e ir, conforme cada um.
Vem gente que quer conhecer e saber do que se trata, vem gente aflita, vem gente pelo site, vem gente que gosta de Jesus, mas está cansada da igreja que condena, que julga, que manda para o inferno, que patrulha. Vem gente enviada para xeretar e dar relatório lá na igreja (espiões), vem gente desconfiada, vem gente que sempre vem, mas nunca diz para que veio - E eu não digo nada! Não sou investigador. Vinde! Todos vós!
É uma Estação - não é um clube, não é uma maçonaria evangélica, não é um Rotary da Graça. Ninguém é membro e todos são, se forem membros do Corpo de Cristo! Pode vir, entrar, sair e encontrar pastagens. Entendeu?
Penso que para liderar o Caminho ninguém pode ter espírito de xerife. Se o teu chamado é pastoral... Você é pastor, não delegado! E a Estação se chama Estação porque é uma Estação, e não uma Presídio de Segurança Máxima, com o caso da maioria das instituições evangélicas de "regime fechado" (voltadas para dentro).
"Estação" não é um termo bíblico e nem vai virar, mas aloja como ilustração a realidade da EKKLESIA no contexto neo-testamentário, que é a Assembléia dos Chamados PARA FORA!
Mas quando digo que a "igreja" é um presídio, não duvidem. Isso fica evidente justamente quando o cidadão resolve sair de lá. Então, se dá falta dele na frequência, é lembrado pela liderança, e caçado, perseguido e mal falado no caso de ter encontrado melhor pastagem! Mas, isso só em 99,99% dos casos. E quem ficar bravo com essa constatação é porque é cego ou dono da carapuça!
O mentor de uma Estação não pode andar desconfiado das intenções alheias, não pode pedir investigações neuróticas. Não pode ficar em suspeição com a traição "denominacional" de alguém. Isso é maluquice mafiosa e não procede do Evangelho, todavia compõe aquela parte da lista de obras da carne de Gálatas 5, para a qual a "igreja" não dá a mínima.
Portanto, deixa isso para o pessoal que gosta de fazer isso. Tem um pessoal que tem tara de conquistar o membro da igreja alheia: "Consegui, háhá! Tirei o cara da igreja daquele meu colega que é metido só porque tem a maior igreja da cidade! háhá! Eu invejo, mas conquisto! Aleluia!" Aí o bobão inseguro pensa que virou mais homem em cima do outro. Até se acha, por alguns segundos, mais espiritual, mais poderoso, mais pastor. Tudo coisa de criança, que sempre quer o brinquedo que está na mão do coleguinha."
Entendeu como os caras pensam? É triste mas é assim.
E o que me desaponta profundamente é que eles perderam a capacidade de se arrepender dessas manias. Podem até pregar diferente, mas na hora do "vamos ver" é assim que é, sempre! Mas, vocês... Vocês estão fora do circo!
"Tu, porém, cuida de ti mesmo e da sã doutrina".
E deixa essas tolices para quem virou pastor só para matar a vontade de ser dono do outro, dono da Obra, dono da Vinha, dono das almas.
E qual é o compromisso que se tem com o Caminho da Graça? O compromisso pessoal com a Estação tem a ver com a consciência voluntária de manutenção e suprimento das necessidades coletivas do trabalho. O que não for espontâneo, alegre e fruto de gratidão e amor não interessa para Deus e nem interessa para o Caminho.
Portanto, apele às consciências, conclame à generosidade, exponha as necessidades, peça ajuda sincera; só não faça terrorismos, não trate ninguém como criança, não faça "ameças bíblicas", não chame a tesouraria de "casa do tesouro", porque vocês não são o Estado de Israel e nem o dízimo é um imposto nacional de tributação obrigatória, como no templo de Jerusalém e na igreja evangélica, que diz que namora com Jesus, mas vai todo dia para cama com Moíses, em flagrante adultério contra o Noivo e a Nova Aliança!
Que todos aprendam a dar ofertas e dízimos, mas como Abraão diante de Melquisedeque - cheio de gratidão e reverência e sem barganhas a fazer!
Diferente do meu costume, estou publicando essa e outras cartas no site para, através delas, tirar dúvidas de um monte de outros irmãos, segundo os emails que recebo.
Um abraço a todos os irmãos de BH, que inauguram a Estação nessa semana!
Na mesma Graça,
Marcelo Quintela
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CAMINHO DA GRAÇA: UM LUGAR DE ENCONTRO
por Carlos Bregantim
Sim, um encontro da “Vida com sabor de Graça e da Graça com sabor de Vida”. Encontro de pessoas com pessoas. Encontro de gente com gente. Encontro de seres humanos com seres humanos. Encontro de pessoas com elas mesmas, na expectativa de que este encontro seja menos dolorido, mas que seja curativo, terapêutico, saudável.
Que seja um confronto consigo mesmo que produza resultado na vida para a vida com Graça. Encontro de pessoas com a simplicidade do Evangelho, que, em lendo e meditando no Evangelho, descobrem a beleza, a suavidade, a leveza das palavras de Jesus e se sentem seduzidas a segui-Lo. Encontro de pessoas que desejam ser nada além de discípulos de Jesus e viverem com responsabilidade o Evangelho da Graça.
No Caminho da Graça, onde estes encontros acontecem, acontecem outros tantos encontros que determinam toda a dinâmica e a razão de existir do Caminho
No Caminho da Graça, os encontros são embriões de possíveis e bem-vindas “amizades espirituais”, tão raras e tão necessárias em nossos dias.
No Caminho da Graça, os encontros são informais, interativos, simples, leves, ecléticos, pois entendemos que esses ingredientes são indispensáveis para um “ambiente favorável” para se estabelecer novos vínculos de afeição, amizades, amor, compaixão e real comunhão com as pessoas e com Deus.
No Caminho da Graça, os caminhantes são encorajados a, em entendendo o Evangelho da Graça, segundo suas próprias consciências e submissos ao Espírito Santo, viverem este Evangelho da Graça na sua plenitude e voltarem a ser pessoas normais, isto é, ser gente como gente deve ser; serem humanos, pois quando Deus decidiu se aproximar de nós, se humanizou, se encarnou e habitou entre nós e aí então “vimos a sua Glória”.
No Caminho da Graça, somos estimulados a, se tivermos que radicalizar em algo, radicalizarmos na graça, no amor, no perdão, na paciência, na compaixão, no acolhimento irrestrito, no “caminhar mais uma milha”, no doar, no entregar também a capa; e isso para com todos, sem acepção, que desejarem abraçar ou re-abraçar a fé cristã.
No Caminho da Graça, todos descobrimos e reconhecemos que o lugar mais seguro para se estar no universo é debaixo da Cruz de Cristo. Somos encorajados a correr para este lugar, em todo tempo e o tempo todo; e ali, aos pés da Cruz, vamos nos transformando até que todos cheguemos à estatura da plenitude de Cristo, nos parecendo cada vez mais com Ele, o que é o propósito final de Deus em nós.
No Caminho da Graça, temos nos encontrado, reencontrado e reconhecido a presença de Deus para alem dos estereótipos religiosos, padrões religiosos, tradições religiosas. Temos descoberto que Deus não é propriedade exclusiva de nenhuma religião, pois Ele é livre e absolutamente soberano.
No Caminho da Graça, somos encorajados a ouvir o próprio coração, ouvir a si mesmo, ouvir o outro, e neste exercício de escuta, quem sabe, ESCUTAR O PRÓPRIO DEUS. Sim, no Caminho da Graça há ESPAÇOS PARA ESCUTAR.
No Caminho da Graça, até um desencontro pode se tornar um encontro, à medida que os desencontrados se encontrem e sejam encontrados e juntos celebram o encontro na Graça com alegria, liberdade, sensibilidade e compromisso.
No Caminho da Graça, todos nos encontramos uns com os outros e com Deus, com sua Graça, pois, Ele em Cristo disse: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estarei”; portanto, juntos celebramos sua presença e afirmamos que Nele, Jesus de Nazaré, Deus se reconciliou com a humanidade e a todos perdoou e todos são convidados a participar desta mesa, a mesa da Graça.
No Caminho da Graça aprendemos a REPARTIR, VIDA, PÃO e RECURSOS. Todos são estimulados ao voluntariado na vida. Todos são encorajados a se doar, nem que seja num olhar, um toque reverente, apertos de mãos, abraços, “ósculos santos” lembrando que pessoas são “TERRENOS SAGRADOS”. Repartimos “coisas” gostosas na mesa do nosso CAFÉ.COM.GRAÇA, que acontece em cada encontro. Repartimos recursos financeiros que mantém pessoas e serviços mínimos necessários ao funcionamento do Caminho da Graça.
QUE LUGAR É ESTE?
O que é importante refletir é que este “lugar” não é necessariamente um “lugar geográfico fixo” O Caminho da Graça é um lugar de encontro de pessoas, portanto, onde estes encontros acontecerem, sendo “mediados” pela graça, isto é, pela presença do Cristo Ressurreto, ali esta o Caminho da Graça. Aqui na capital paulistana, estes encontros ou muitos dos caminhantes se encontram aos domingos às 10 da manhã na Lins, mas, falo por mim - e sei que poderia falar por muitos dos caminhantes - que ao sairmos da Lins, entramos na roda viva da vida, que nos conduz a tantos encontros onde a graça mediadora faz destes lugares Caminhos Graciosos. Por exemplo, nesta semana que estamos encerrando, o Caminho da Graça, para mim, aconteceu em vários ambientes, como no Shopping Santa Cruz, Shopping, Paulista, Padaria Letícia, Fnac, Cemitério Jaraguá, aqui em casa, no telefone, na internet, via MSN, orkut, e-mails... Enfim, tantos foram os lugares onde o Caminho da Graça se instalou e mesmo em encontros rápidos ou longos, alegres, tristes, tensos, leves... Percebi a graça do Pai aspergindo, respingando, lubrificando, mediando, acalmando, confrontando, curando, consolando, cuidando. Isto é o Caminho da Graça, este lugar, eclético, onde dois ou 10 ou 100 ou seja quantos forem podem se encontrar e se restaurar. No Caminho da Graça não há fixidez, não há padrões rígidos, regras inflexíveis, cobranças implacáveis, palavras ásperas, gritos hostis. No Caminho da Graça há acolhimento, abraço, beijo de bem-vindo e de adeus. Há perguntas sem respostas. Há alegria e choro. Enfim, há a normalidade da vida à qual fomos chamados para viver intensamente.
AONDE O CAMINHO DA GRAÇA QUER CHEGAR?
Não há lugar nenhum especificamente, porque o Caminho da Graça já é, e já está. O Caminho da Graça já é tudo que precisamos e já está onde deve estar. O Caminho da Graça já é. Se chegarmos ao coração de uma pessoa e esta ouvir a si mesma, ao outro e a Deus, atingimos o objetivo.
QUAIS OS OBJETIVOS DO CAMINHO DA GRAÇA?
Reler o evangelho de Jesus de Nazaré e traduzi-lo para o chão da vida. Buscar um re-encantamento com a pessoa de Jesus de Nazaré. Desejamos que todos os caminhantes cheguem cada dia mais próximos da imagem e semelhança do Filho, já que esta é a vontade final do Pai eterno. Que cada caminhante se torne morada do Altíssimo.
E NA HORA EM QUE O CAMINHO DA GRAÇA CRESCER, O QUE VOCES FARÃO?
Nada, pois não há nada a fazer, a não ser continuar fazendo e sendo aquilo que já fazemos e somos, isto é, O CAMINHO DA GRAÇA. Se for necessária alguma estrutura, ela deverá ser leve, simples, flexível, de modo que, nunca as pessoas sejam preteridas.
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A ESCOLHA ENTRE O CLUBE E O CAMINHO
Há dois modelos básicos de igreja. Há os chamados para fora... e os chamados para dentro. Igreja, de acordo com Jesus, é comunhão de dois ou três... em Seu Nome... e em qualquer lugar... E mais: podem ser quaisquer dois ou três... e não apenas um certo tipo de dois ou três... conforme os manequins da religião.
Igreja, de acordo com Jesus, é algo que acontece como encontro com Deus, com o próximo e com a vida... no ‘caminho’ do Caminho. Prova disso é que o tema igreja aparece no Evangelho quando Jesus e Seus discípulos estavam no ‘caminho’ para Cesareia de Filipe: um lugar ‘pagão’ naqueles dias. Assim, tem-se o tema igreja tratado no ‘caminho’ e em direção à ‘paganidade’ do mundo.
Para Jesus o lugar onde melhor e mais propriamente se deve buscar o discípulo é nas portas do inferno, no meio do mundo! Não posso conceber, lendo o Evangelho, que Jesus sonhasse com aquilo que depois nós chamamos de ‘igreja’.
Digo isto porque tanto não vejo Jesus tentando criar uma comunidade fixa e fechada, como também não percebo em Seu espírito qualquer interesse nesse tipo de reclusão comunitária. No Evangelho o que existe em supremacia é a Palavra, que tanto estava encarnada em Jesus como era o centro de Sua ação.
No Evangelho nenhuma igreja teria espaço, posto que não acompanharia o ritmo do reino e de seu caminhar hebreu e dinâmico. Jesus escolhe doze para ensinar... não para que eles fiquem juntos. Ao contrário, a ordem final é para ir... Enfim... são treinados a espalhar sementes, a salgar, a levar amor, a caminhar em bondade, e a sobreviver com dignidade no caminho, com todos os seus perigos e possibilidade (Lc 10).
No caminho há de tudo. Jesus é o Caminho em movimento nos caminhos da existência. E Seus discípulos são acompanhantes sem hierarquia entre eles. No mais... as multidões..., às quais Jesus organiza apenas uma vez, e isto a fim de multiplicar pães. De resto... elas vem e vão... ficam ou não... voltam ou nunca mais aparecem... gostam ou se escandalizam... maravilham-se ou acham duro o discurso... Mas Jesus nada faz para mudar isto. Ele apenas segue e ensina a Palavra, enquanto cura os que encontra.
Ao contrário..., vemos Jesus dificultando as coisas muitas vezes, outras mandando o cara para casa, outras dizendo que era preciso deixar tudo, outras convidando a quem não quer ir...; ou mesmo perguntando: Vocês querem ir embora? Não! Jesus não pretendia que Seus discípulos fossem mais irmãos uns dos outros do que de todos os homens. Não! Jesus não esperava que o sal da terra se confinasse a quatro dignas e geladas paredes de maldade. Não! Jesus não deseja tirar ninguém do mundo, da vida, da sociedade, da terra... mas apenas deseja que sejamos livres do mal. Não! Jesus não disse “Eu sou o Clube, a Doutrina e a Igreja; e ninguém vem ao Pai se não por mim”.
Assim, na igreja dos chamados para fora, caminha-se e encontra-se com o irmão de fé e também com o próximo que não tem fé... e todos se tratam com amor e simplicidade. Em Jesus não há qualquer tentativa de criar um ambiente protegido e de reclusão; e nem tampouco a intenção de criar uma democracia espiritual, na qual a média dos pensamentos seja a lei relacional.
Em Jesus o discípulo é apenas um homem que ganhou o entendimento do Reino e vive como seu cidadão, não numa ‘comunidade paralela’, mas no mundo real. Na igreja de Jesus cada um diz se é ou não é...; e ninguém tem o poder de dizer diferente... Afinal, por que a parábola do Joio e do Trigo não teria valor na ‘igreja’?
Na igreja de Jesus... pode-se ir e vir... entrar e sair... e sempre encontrar pastagem.
O outro modo de ser igreja é, todavia, aquele que prevaleceu na história. Nele as pessoas são chamadas para dentro, para deixar o mundo, para só considerarem ‘irmãos’ os membros do ‘clube santo’, e a não buscarem relacionamentos fora de tal ambiente.
A comunidade de Jerusalém tentou viver assim e adoeceu! Claro! Quem fica sadio vivendo num mundo tão uniforme e clonado? Quem fica sadio não conhecendo a variedade da condição humana? Quem fica sadio se apenas existe numa pequena câmara de repetições humanas viciadas?
Sim, quem pode preservar um mínimo de identidade vivendo em tais circunstâncias? Nesse sapatinho de japonesa? É obvio que os discípulos precisam se reunir..., e juntos devem ter prazer em aprender a Palavra e crescer em fé e ajuda mutua. Todavia, tal ajuntamento é apenas uma estação do caminho, não o seu projeto; é um oásis, não o objetivo da jornada; é um tempo, não é o tempo todo; é uma ajuda, não é a vida.
De minha parte quero apenas ver os discípulos de Jesus crescendo em entendimento e vida com Deus, em amizade e respeito uns para com os outros, em saúde relacional na vida, e com liberdade de escolha, conforme a consciência de cada um. O ‘ajuntamento’ que chamamos igreja deve ser apenas esse encontro, essa estação, esse lugar de bom animo e adoração.
O ideal é que tais encontros gerem amizade clara e livre, e que pela amizade as pessoas se ajudem; mas não apenas em razão de um certo espírito maçônico-comunitário, conforme se vê... ou porque se deu alguma contribuição financeira no lugar. A verdadeira igreja não tem sócios... Tem apenas gente boa de Deus... e que se reúne e ajuda a manter a tudo aquilo que promove a Palavra na Terra.
Tenho pavor de comunidades! Elas são ameninantes para a alma, geram vilas de doenças, produzem inibição dos processos de individuação, e tornam os homens eternos imaturos... sempre com medo do mundo e da vida. Sem falar que em todo mundo muito pequeno, como o da ‘comunidade’, as doenças tendem a aumentar... e a ganhar caras e contornos de perversidade travestida de piedade... É o que eu chamo de peidade! Fica todo mundo querendo se meter onde não foi chamado... É um inferno!
Lá no ‘Caminho da Graça’ estou tentando levar as pessoas a esse entendimento e a essa maturidade, e não tenho nenhuma outra vontade interior de fazer daquilo mais uma ‘igreja’. Quero ver pessoas que sejam ‘gente boa de Deus’; gente descomplicada e desviciada de ‘igreja’; gente que aprenda o bem do Evangelho primeiro para si e em si mesmas..., e apenas depois para fora...
Portanto, não se trata de um movimento ‘sacerdotal’, intimista e fechado; mas sim de um andar profético, aberto e continuo... Lá não se busca a média da compreensão... Ao contrário, lá se força a compreensão... Lá só fica quem realmente quer... e não tento jamais dissuadir ninguém ao contrario de sua vontade. Não há complicação. Tudo é muito simples. E quem não achar que serve, está sempre livre a achar o que lhe agrada em qualquer lugar. Ou não foi assim que Jesus tratou a tudo no caminho? A escolha que se tem que fazer é essa: ou se quer uma ‘comunidade’ que existe em função de si mesma, e para dentro; ou se tem um ‘caminho de discípulos’, e que se encontram, mas que não fazem do encontro a razão de ser da vida.
A meu ver, no dia em que prevalecer o modelo do ‘caminho’, conforme Jesus no Evangelho, a vida vai arrebentar em flores e frutos entre nós e no mundo à nossa volta; e as pessoas serão sempre muito mais humanas, descomplicadas e sadias... Mas se continuar a prevalecer o modelo ‘comunitário de Jerusalém’... que de Jerusalém tem apenas o intimismo e o espírito sectário... não se terá jamais nada além do que se teve nesses últimos dois mil anos; ou seja: esse lugar de doentes presunçosos a que chamamos de ‘igreja’.
Para isto... para esta coisa... não tenho mais nenhuma energia para doar. Mas para a vida como caminho, ofereço meu coração mais jovem do que nunca.
Caio
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UM CAMINHO FEITO DE GENTE

Graça e paz, pr. Caio,
Depois que descobri seu site, não consigo mais ficar sem ler todos os dias suas mensagens e respostas de cartas que ajudam nas minhas questões pessoais, e ainda ajudam a gente (a quem lê) se humanizar e se ver semelhante a todo ser humano.
Felizmente estou longe da idolatria que "pega" muita gente quando se apega a alguém que lhe faz cafuné na alma. Como tem ovelha satisfazendo ego de pastor por aí! Que Deus o livre!
Oro para que o sr. continue sendo pastor de almas. Senti-me encorajada a escrever-lhe, depois de muita relutância, ao perceber a ternura com que atende as pessoas que visivelmente estão machucadas, clamando por socorro, entre as setas inflamadas do inimigo invisível e o chicote da culpa assumida que, visivelmente, atormenta as consciências, por não faltarem acusadores (até mesmo a própria consciência).
Ouso aqui expressar meus sentimentos, que tive depois do encontro das Estações em Brasília; sentimentos aos quais chamo de "Identificação": Mesmo que quando somos quebrados e feitos de novo, continuamos de barro e todos da mesma argila (Já vi algo seu escrito nesse sentido). Assim, de Força em Força, de Fé em Fé, de Fraqueza em Fraqueza, nos identificamos.
Acredito que o sr. já se identificou com Jó, com Jonas, Jeremias, João... Jesus. E ainda, com Pedro, Paulo e com tantos outros Pescadores, Pregadores e Pecadores...! (as consoantes iniciais são meras coincidências, rsrsrs).
O Caminho da Graça parece um sonho meu que Deus está realizando com homens valentes e destemidos como vi aí em Brasília.
Não me sinto tão mal, porque vejo tantas pessoas que, como eu, estão cheias de dúvidas e inseguranças...; mas tudo o que eu desejaria era re-começar... Como Lutero, que se retornassem à Palavra...
Vejo o Caminho da Graça acolhedor das gentes que, sem perder a identidade, perderam-se no in-conformismo que gera dor e sofrimento. O Caminho é como o rio que se renova a cada movimento, a cada ação do vento. E o vento sopra aonde quer.
No Caminho nunca se está sozinho. No caminho de Emaús os dois discípulos desolados caminhavam solitários até que Jesus lhes fez companhia. Com Ele algo novo acontece, brota um ardor de alegria no coração, gera uma nova disposição que faz ir em direção aos outros semelhantes nas diferenças.
No Caminho vão todos à mesma direção, incluem-se e se solidarizam. Não há espaço para partidos e facções, pois, todos têm o mesmo espírito, uma só fé, um só Senhor.
Esse é o ponto diferencial, ideal ou real?
Porque não é a pregação que está de todo errada na igreja, mas é a prática do que se prega.
O amor sofre o processo de esfriamento a partir do púlpito que, paradoxalmente, como cera derretida, a gota cai congelada.
Já não é a ovelha desgarrada que bale sozinha, mas as ovelhas encurraladas gemem de solidão na indiferença, na falta de comunhão . As ovelhas precisam encontrar águas tranqüilas no Caminho e pastagens verdes porque estão morrendo de inanição.
Que a Palavra de Deus, pela sua instrumentalidade, inteligência e ousadia, seja cada vez mais o alimento vital de muitas almas famintas e carentes. Esta é a minha oração.
Já lhe mandei um poema, não sei se o sr. viu. Vou ficar muito feliz se receber pelo menos uma palavra sua de que viu esta carta. Abraços ao sr. e Adriana.
Que Deus os sustente e guarde.
Com muito amor,
Antônia
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Minha querida Antônia: Graça, Paz e Alegria no Espírito Santo!
Sim, já houve tempo em que o problema na “igreja” era ‘apenas’ o de que o discurso de “amor cristão” não combinava com a prática eclesiástica. Entretanto, esse tempo passou para cerca de 97% das “igrejas”do Brasil já faz tempo.
Hoje nem o discurso hipócrita de amor cristão existe mais. A coisa toda virou guerra, conquista, poder, domínio, espírito de controle e dominação explícitos; e muitas outras perversãoes, que vão da mensagem (a qual anda moribinda na boca da “igreja”) à toda sorte de manifestações pagãs. O que transforma a “igreja”, como ela se tornou hoje, em algo tão ou mais pagão do que o que havia nos dias de Lutero, conforme sua alusão.
O que nós temos hoje tem na “igreja universal” o motor de algo que carrega, em maior o menor medida, o mesmo “espírito”. Sim, ainda em 1994 eu vi que a “igreja”, na prática, havia escolhido o modelo pagão da “universal”, abandonando de vez qualquer sonho que pudesse ser dignamente evangélico em relação a ser relativo ao Evangelho.
Daquele tempo em diante minha angustia pessoal era descobrir como sair “daquilo”. Sim, de fato e de verdade, eu não queria mais ser parte daquilo de modo algum, mas não sabia o quê e nem como fazer.
Hoje seu sei que tudo o que aconteceu (conquanto seja responsabilidade minha em tudo quanto me disse respeito), teve a mão poderosa de Deus. Sim, hoje eu sei que “aquele mal veio da parte do Senhor”.
As dezenas de sonhos-visões que Deus me deu entre 1997 e 2000, todos falavam do mesmo tema, e estavam carregados da mesma mensagem: “Esse mal vem da parte do Senhor”.
O difícil no meio da confusão ainda em curso era saber que bem pode estar oculto em tal mal que vinha do Senhor!
Entretanto, o tempo, o vento, o sopro, o toque, o balançar, o mover, o agir sutil e poderoso de Deus, vai trabalhando em todas as coisas; e, sem que se perceba, Ele mesmo começa a chamar à existência coisas que a gente já nem crê mais que ainda possam ser possíveis.
Desde jovem que minha atenção foi chamada para a expressão “os do Caminho”, referindo-se ao discípulos; e “este Caminho”, referindo-se ao Evangelho; as quais acontecem no livro dos Atos dos Apóstolos; quase sempre em alusão a algo referente a Paulo.
Todavia, depois de um tempo, gradualmente, em minha mente foi se formando a idéia de que o termo “igreja” perdera seu significado original, e, pelo uso milenarmente pervertido, a expressão já não era mais útil para designar a jornada individual e comunitária dos discipulos de Jesus.
De fato, a idéia de “igreja” ficou tão possessa de outros significados que usar o termo fala da antítese do que se desejaria expressar, conforme o Evangelho.
Jesus, entretanto, só falou em ‘igreja’ duas vezes; tendo, todavia, falado da fé como algo que se manifestava no discipulado, como indivíduo, e nos discípulos, como ajuntamento andante, dezenas de vezes.
Assim, a ênfase existêncial de Jesus no discípulo é algo que diz muito acerca do que é importante e saudável. Além disso, a descrição que Pedro faz de Jesus, em Atos, quando diz que Ele “andava fazendo o bem por toda parte”, mostra a total despreocupação de Jesus com qualquer outra coisa que não fosse, antes de tudo, fazer o bem em toda parte.
É por esta razão que não o vemos “montando” ou “articulando” uma “igreja” em lugar algum. Ao contrário, conquanto Ele fale em “edificar a sua Igreja”, ao mesmo tempo, Ele parece não fazer nenhum esforço semelhante aos nossos, no sentido de “edificar” uma “igreja” do mesmo modo como há muito se crê e se imagina que seja o “interesse de Deus”.
Jesus não plantou igreja em nenhum chão que não fosse o do coração das pessoas!
Não há Nele nenhuma manifestação de posse geográfica sobre qualquer novo ser que lhe cruze o caminho.
Sim, Ele cura, liberta, perdoa, acalenta, exorta, acolhe, etc...; porém, em momento algum Ele diz qualquer coisa ao novo “convertido” que seja do tipo: “Fique aqui ou você se perderá!”
Muito pelo contrário, o tempo todo o movimento que Ele propõe é outro. Quase nunca é um “fica”; mas quase sempre é um “vai”. E quem “fica”, fica apenas para ser ensinado a “ir”, enquanto vai...
E a ordem Dele é “indo façam discípulos...”; o que sugere movimento, andança, semeadura, cuidado, e multiplicação de novas consciências segundo o Evangelho; tudo, entretanto, acontecendo enquanto se vai...; ou seja: no caminho.
Pessoalmente eu creio que boa parte da doença da “igreja” vem desse “ficar”, o qual forma grupos e partidos, e estabelece um relacionamento clubesco e viciado; visto que a ordem foi invertida, pois os chamados para fora, ficarem presos confortavelmente do lado de dentro; e pior: crendo que somente do lado-geográfico-de-dentro é que residem todas as coisas de Deus.
Portanto, nesse caso, a “igreja” se vê como “despenseira” da graça de Deus não como quem dá, mas como quem “guarda” e se sente “dona” dos bens de Deus.
O que vai acontecer conosco? Sim, andando como quem busca andar como gento “do Caminho”. Sinceramente eu não sei como será, embora saiba o que seja. O que sei é que não tenho nenhum medo de andar conforme a minha consciência do Evangelho na presença de todos os homens.
Não me envergonho do Evangelho; e isto nada tem a ver com ser ou não “evangélico”.
No meu caso, a fim de poder dar testemunho para os “evangélicos”, tendo sido um deles por muitos anos, e entre todos, um dos mais ouvidos, aprouve a Deus me derrubar aos olhos deles, fazer-me provar os juízos, as afrontas, os desrespeitos, e tudo o mais que da maioria dos “líderes” evangélicos me veio; bem como, a indiferença que “desconhece” você quando sua presença se faz sentir, a qual me foi manifesta por muitos irmãos e dantes amigos — tudo isto para me libertar de tais muralhas; e, de fato, me dar a chance maravilhosa de pregar as insondáveis requizas de Cristo “fora dos portões” da Cidade Amuralhada na qual a “igreja” se tornou.
Assim, o que era trágico se me afigurou, posteriormente, um ato soberano e libertador de Deus; salvando-me de viver o resto da vida com aquele grito sufocado na alma; grito esse que, por mais que eu o expressasse, ainda assim me parecia insuficiente, posto que eu falava “de dentro”, como quem validava algo que minha própria alma abominava.
Estou dizendo tudo isto para concluir afirmando o seguinte:
No que me diz respeito jamais faria viagem tão dolorosa para buscar repetir justamente aquilo que minha alma sente e vê como perversão do Evangelho!
Assim, levados pelo vento e andando sem saber para onde estamos indo, mas apenas e suficientemente com Quem estamos aindo, prossigamos sem temor!
Nele, que é o Caminho, e o Senhor de todos “os do Caminho”,
Caio
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INSTITUIÇÃO X INSTITUCIONALIZAÇÃO

Muita gente pensa que criei uma denominação a um estilo evangélico light em razão do surgimento do “Caminho da Graça”. Mas não poderiam estar mais enganados em seus julgamentos.
Na realidade, como passei minha vida toda dizendo, instituições são entes impossíveis de não serem criados em qualquer que seja o ajuntamento humano.
Ajuntamento humano constante, freqüente, harmônico, coeso no mesmo objetivo e nas mesmas compreensões, inevitavelmente institui-se como um ente coletivo, seja qual for o elemento de sua junção — cultural, esportiva, espiritual, política, etc.
Assim, digo: pelo próprio compromisso com os conteúdos de sua identidade, pessoas que se encontram umas com as outras de modo comprometido e em razão de algo maior do que elas mesmas — fazem nascer uma instituição.
Reconhecimento e afinidade geram instituição.
Do mesmo modo instituição é fruto da convicção comum.
Aonde quer que pessoas se encontrem, e o façam em razão de uma convicção comum, ali há uma instituição, mesmo que seja nos encontros do bar da esquina.
Ora, nesse sentido, até este espaço virtual do meu site, pela convergência de milhares de pessoas que a ele se ligaram pela convicção, e em razão de cuja convergência veio a surgir naturalmente o Caminho da Graça — é também uma instituição.
Minha luta nunca foi contra a instituição; pois, tal luta é tão inglória e tola quanto correr da própria sombra.
Minha luta sempre foi contra a institucionalização.
A instituição é fruto do que é. Já a institucionalização põe o que é a serviço de algo que já não é, posto que apenas um dia foi.
Ora, o que é sempre tem primazia sobre o que foi, pois, o que é está existente e vivo hoje, e o que já foi não passa de uma referencia, mas já não deve determinar aquilo que agora se faz real.
O principio do Evangelho acerca do que se institui pela verdade da realidade e da necessidade, em contra partida àquilo que um dia foi, mas hoje já não é, nos é apresentado por Jesus por duas imagens — dos odres velhos e novos, e da veste velha e do pano novo.
Instituição é validada pela sua validade existencial, pela sua relevância, pelo seu significado real para a vida hoje.
Institucionalização é o esforço presente por manter o passado e suas regras humanas de ontem, válidas hoje, mesmo que ninguém consiga ver a sua significação.
Instituição é um ente vivo. Sim! Porque feito de gente!
Institucionalização é a ditadura dos defuntos.
Assim, o pano novo e o vinho novo correspondem à instituição do que é, do que é relevante, do que é necessário, e do que é verdadeiro e sincero com a realidade.
Do mesmo modo, a veste velha e o odre velho, com seu vinho velho, correspondem à institucionalização.
Jesus disse que era para não se tentar instituir o novo no velho instituído, pois, jamais haveria compatibilidade.
Se algo é novo em relação a algo que pela sua existência se torna velho, então é porque neles habita uma distinção de significado essencial.
Assim, a verdadeira instituição se converte à verdade e à realidade, se re-generando. E faz isto mediante o arrependimento que se manifesta como pertinência e capacidade de se transformar, revelando tal capacitação em cada novo encontro com a vida e com a realidade.
Já o que se faz instituído como algo fixo (institucionalização) deseja vestir para sempre os homens com as vestes de ontem, e almeja que cada nova geração goste do mesmo vinho produzido num ontem eterno. Assim, o que antes fora vinho novo, tendo sido condicionado por um odre de imutabilidade, pode hoje já não ser nada além de um vinagre.
Desse modo, digo: o Caminho da Graça é uma instituição pelo simples fato de milhares de pessoas — seja pelo site, seja em razão dos encontros nas dezenas de grupos e Estações — afirmarem sua convergência de convicção nas mesmas coisas, confessando harmonicamente os mesmos objetivos fundados no Evangelho, e, de modo relativo e secundário, expressos de forma atualizada nos conteúdos expressos neste site.
Entretanto, o principal conteúdo do Caminho da Graça é sua disposição de existir em metanóia permanente, no permanente encontro entre a Palavra e a existência.
Assim se espera que o processo não cesse jamais de se converter ao novo, conforme a revelação do Evangelho, o qual, é Palavra viva, e se re-atualiza a cada nova realidade ou geração.
Desse modo, o que digo é que o Caminho da Graça não é uma “denominação religiosa”, pois, apesar da inevitabilidade da instituição, nosso modo de ver e sentir a experiência da fé, não tem qualquer outra referencia absoluta senão o Evangelho em sua simplicidade, fugindo nós de tudo aquilo que signifique o emoldurarmento da experiência do tempo presente, evitando a tentação de que a experiência de hoje se torne perene nas formas e nos modelos quando estes já não forem pertinentes ou próprios em outra geração, tempo, ou realidade.
Hoje mesmo cada Estação do Caminho da Graça já tem sua identidade e modos próprios, conforme a cultura e sensibilidade das pessoas do lugar.
No Caminho da Graça as formas e modos são tão variáveis quanto variáveis são as realidades que culturalmente nos constituem.
Os odres e as vestes são circunstanciais e generacionais. O Evangelho é que nunca precisa mudar, nunca necessita ser adaptado aos sabores de novos conteúdos, posto que a essência da Palavra é imutável em seu espírito.
Assim, que ninguém veja o “Caminho da Graça” como uma nova denominação evangélica light, pois, no que nos diz respeito, buscamos o compromisso como uma forma permanente de mudança, conforme a Palavra e o Espírito nos convençam em relação à realidade de hoje ou de qualquer outro tempo posterior a este.
Para quem desejar mais detalhes, recomendo a leitura do livro de minha autoria intitulado “O Caminho da Graça Para Todos”. Quem desejar basta pedir na loja do site ou, então, pode escrever o nome acima no espaço de “Busca”, e, assim, achar o texto do livro, e que se encontra nos conteúdos deste site.
A Videira Verdadeira nos dá o vinho novo a cada nova geração. Cabe a nós ter a coragem de trazermos odres novos, assim como cabe a nós vencer a tentação do remendo de pano novo em veste velha.
O que se espera é que tão somente nos vistamos com a nova vestimenta, feita do pano novo da Graça de Deus em nossa geração.
Nele, que é o Evangelho imutável,
Caio
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CAMINHO DA GRAÇA: UMA INSTITUIÇÃO?

"O caminho do cartório não institucionaliza o Caminho!"
Graça sobre Graça!
Fico impressionado, meu amigo, com os sentimentos que as palavras ‘estatuto’ e ‘instituição’ causam nas pessoas com quem tenho tido contato no "Caminho" pelos caminhos do Brasil. Alguns já chegam pedindo o estatuto, aí eu me assusto. Ops! Recuo. Não acho que nada natural comece pelo estatuto, muito menos algo que pretende tomar Forma ao sabor do Vento da Essência. Mas, depois que percebo que alguns já estão precisando manusear dinheiro alheio para se manter existindo como grupo reunido num lugar, então, com simplicidade e senso de ocasião, envio o bendito estatuto. E aí, eles que se assustam: “Como? O Caminho da Graça tem isso? Pronto! Era o que faltava! Virou Instituição! Ai meu Deus! Atolei em outra barca furada!”
Desse modo, sei que tem gente que simplesmente quer abrir outra igreja evangélica sob a insígnia do Caminho, e nesse caso, já chegam pedindo os papéis. E tem aqueles que, traumatizados pela experiência da Igreja Institucional, se arrepiam só de ler um simples estatuto civil, com medo da coisa toda se perder.
Portanto, pastor, eu pedi para o Valmir, do Caminho em Santos, transcrever umas palavras suas que ele gravou em Janeiro, durante um Café da Manhã que tivemos com os irmãos aqui na cobertura do meu prédio.
Elas são muito apropriadas para essa hora, e por isso tomo a liberdade de registrar aqui no site a íntegra delas (com sua licença).
Lembro-me de que ainda menino, meu pastor, que é muito querido, me presenteou com a Constituição da IPI do Brasil, num corredor escuro, como quem passa um bastão ou oferece uma arma, a fim de que eu soubesse me defender da “presbiterada” que nos encurralava... Olhei para aquele livrinho azul e pensei comigo: Nossa! Que vida ‘boa’ eu tenho aqui dentro! Antes eu decorava versículos para me defender do diabo, agora decoro artigos para me defender dos irmãos!
Um beijo no ombro, com muita saudade!
Marcelo
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Café com Caio – 26/01/2006
A questão colocada: “Na opinião dos sociólogos, com o passar do tempo, qualquer movimento acaba se institucionalizando". Então, pergunta-se: “O que acontecerá conosco no Caminho da Graça? Iremos passar por um processo de institucionalização, assim como acontece e aconteceu com a igreja?”
Resposta
Inevitavelmente, os homens se instituem. A insegurança humana encontrou na instituição um ente que dá a eles extrema segurança. A garantia de que é uma coisa que o transcende, e o que de mais eterno ele consegue construir no tempo é: a instituição, o estado, o país, a instituição da justiça, do direito, da política. É esse argumento o tempo todo: “o tempo passa e as instituições ficam.”
Provavelmente, hoje a instituição mais antiga seja a Igreja Católica Romana, que é com certeza o último remanescente institucional do Império Romano. O Império Romano teria já acabado de todo, do ponto de vista histórico, se não fora o fato de que a Igreja Católica o mantém vivo. Ela é romana no direito canônico com o qual decide dogmas, doutrinas, todo herdado do direito romano. A geografia dela é em Roma; e a constitucionalização dela foi feita pelo imperador romano Constantino, ela mantém todas essas coisas.
Só estou dizendo isso como ilustração de que Roma como o poder político acabou, mas houve uma instituição que o mantém vivo até hoje, com outra cara, com outra fisionomia, mas carregando a mesma história, a constitucionalidade do mesmo processo... A única e a última a representar que esse poder foi se esfacelando desde os primeiros miolos da fé da era cristã.
Respondendo a pergunta quanto a “...tudo se...” institucionalizar.
Quero dar o exemplo deste casal aqui a minha frente, recém-casados. Hoje eles não estão institucionalizados. Como eu sei disso? Ora, está na cara dela que ela ainda não é uma esposa. Ela é a sua mulher. Está na cara que ele não é assim, um Senhor Marido. Ele é o teu homem! Infelizmente os anos podem ir passando, ir passando e você que hoje diz “meu amor” daqui a pouco diz “bem”, daqui a um pouco diz: “...ei fulano!”, daqui a um pouco o chama de pai, ele a chama de mãe... Mas, vocês não foram lá ao cartório para institucionalizar esse amor e essa aliança. Se vocês foram num cartório, somente para dar uma garantia legal e social (que hoje a lei já garante pelo mero convívio), mas fizeram isto para ver se os demais instituíam para vocês dois, o que, para vocês, está instituído com amor, ternura, amizade, razão pela qual se amam. Isso é casamento segundo a sociedade.
Então, paradoxalmente, até essa coisa que é fruto do amor, da paixão, do desejo, do acolhimento, do valor estético, da beleza do outro, das trocas psicológicas, das carências, dos carinhos, dos devaneios de fantasias mútuas, das responsabilidades divididas, do espírito societário, solidário, santamemte bandido que um casal tem de se ajudar mutuamente de verdade, corre o risco de com o passar do tempo se institucionalizar. Aí o cara era o meu homem, passa a ser o pai dos meus filhos. A mulher que era a minha mulher passa a ser a mãe dos meus filhos. A mulher que eu queria com as minhas vísceras, agora eu quero muito bem, e ainda "a gente tem uma história tão longa e eu o quero tão bem, porque eu me acostumei a ele e ele a mim". E este é um processo de institucionalização que ninguém elegeu presbíteros na casa de vocês, e nem diáconos, nem bispos e veja como se institucionalizou!
Então, institucionalização nunca é um mal das entidades apenas, nunca é apenas aquilo que acontece aos entes inanimados que são donos de logotipos, de registro civil, de estatuto, ou seja, Instituição não pega só neste tipo de coisa, pega em tudo. Porque na coisa em si é que ela não pega. Porque a instituição só pode acontecer em gente, são as pessoas que projetam o que neles está instituído como algo que a instituição será sempre: A soma dos interesses e das divisões da média ponderada dos associados e dos interessados na manutenção desse ente! Mas ele em si, não é nada. Ela, a Instituição, não acorda e diz: bom dia, ela não te dá boa noite! Se o teu pai morrer, a instituição não te diz: sinto muito de todo coração. Se o teu filho nascer, ela não te aplaude. Agora se o teu filho morrer e ela for solidária, não foi ela que foi solidária, é porque tem gente lá dentro que se solidarizou. E ela não existe, só existem pessoas.
Portanto, o primeiro mito a se acabar é essa coisa de que se tiver CGC, conta bancária, um nome ou logotipo, virou uma instituição.
§ Um logotipo não vira instituição.
§ Razão social não vira instituição.
§ Conta bancária não vira instituição.
Só se torna instituição quando os idiotas que são os membros que compuseram isso aí, se empedram, se engessam e se fazem do seu estatutinho, da sua constituiçãozinha, da historinha daquele comecinho, daqueles fundadorezinhos, uma série de abraõezinhos, de izaquezinhos e jacozinhos, e da história deles uma história sagrada. É aí que eles se tornam verbos de Deus na instituição: “No princípio era EU, Deus estava comigo, e sem mim nada do que Deus tentou fazer foi feito”.
Então... este é o processo institucional que só não pega em poste de ferro, que só não dá em muralha de pedra, mas que dá em coração humano. Veja: a gente pode abrir uma firma, com razão social e garantir que ela nunca vai virar uma pedra. Sabe como? Bota ali aquele decreto do reino: “O reino é simples”, faz daquilo ali um decreto e não põe gente nenhuma ali dentro. Ninguém aparece, ninguém dá pitaco. Ela fica lá no cartório registrada e vocês vão vir daqui a uns mil anos, não mudou nada. Fica como está decretado, tudo direitinho. Agora bota gente aí para ver o que acontece! O cara de hoje não é o cara de amanhã... Por exemplo: Você menina, aqui na minha frente tem que idade? 17? Quando eu tinha 17 anos, eu pensava como quem tem 17. Quando cheguei a 23, pensava como quem tem 23. Quando cheguei a 30, me tornei um ser idoso com 138 anos. Quando cheguei aos 40, estava com uma saudade imensa da minha juventude. E hoje cheguei aos 50 com a certeza que tenho só 51 mesmo.
O que estou querendo dizer é simples: as instituições vão mudando na medida em que o viço dos 17 anos e a paixão podem se transformar subitamente numa fixação mandona, tirânica, de realeza cristã, de “eu estava lá desde o princípio, eu sou a pedra angular, isso foi erguido sobre o fundamento do meu apóstolo e dos nossos profetinhas”.
Aí se fizerem de mim, Caio, o evangelho, ferrados estão. Se fizerem do Marcelo, o evangelho, ferrados estão. Se fizerem do melhor momento da Estação daqui de Santos a referência a ser buscada para sempre, danados estão vocês.
Uma piadinha diz o seguinte: quando o Senhor Deus criou todas as coisas, foi tudo lindo e para Deus dizer que está tudo bom é que está um espetáculo, não é? É ele dizendo: Está muito bom, está bom demais, dá até samba... E quando acaba a criação toda, a serpente só estava lá picotando... vendo Deus dizer: Está muito bom, está bom demais. E nem o Senhor resistiu à tentação de ver emitida a opinião de terceiros. E aí chegou para a serpente e perguntou: O que você acha do que eu fiz? E ela falou: Está muito bom, está bom demais. Aí ele disse: É mesmo é? Ela diz: Só está faltando uma coisa. Deus pergunta: O quê? Ela responde: Porque o Senhor não institucionaliza esse negócio inteiro?
Mas, então, veja: a instituição só tem o poder de matar a vida, quando se rendeu à morte fixa e estática do que se está instituindo. Porque se o que está escrito ou instituído é apenas uma referência histórica para o momento de hoje, não é o teto, nem a parede, nem o chão do movimento, é apenas o tabernáculo da viagem, é apenas a tenda que se arma enquanto se caminha, é apenas a estação da jornada, e se cada um de nós souber o único poder de institucionalizar a coisa, é aquele que procede de nós e que esse é um poder simples. Ele não precisa ter um concílio reunido para se fazer instituir (no mal sentido), não precisa eleger presbíteros, diáconos, coisa nenhuma. Este grupo que está aqui pode virar uma porcaria se vocês quiserem, sem precisar eleger ninguém. Basta um coração se sentir superior, basta o cara achar que é dono de alguma coisa, basta alguém se sentir dono da casa, por pedigree, por histórico, um ser mais importante dos que os que forem chegando e basta que a minha vontade seja instituída como mandamento divino. Eu estou me referindo àquelas tentativas de ir fazendo pequenas leis que não são da palavra, que a gente vai chamando de sabedoria de início; depois muda: “É o nosso costume”, depois vai para: “É o nosso modo de ser.” Depois, quando os que começaram já não estão, a gente diz: “Não era assim que se fazia!” ou “Não podemos mudar como era”, “Se mudar nós perderemos a nossa identidade”. Como se eu tivesse perdido a minha identidade porque eu não sou igual ao meu pai.
Geração após geração o que se quer é que novas identidades apareçam, e não que se haja uma clonagem ou repetição das coisas debaixo do sol. Nem o sol se repete, nem o por do sol é o mesmo, nem a lua, que é redonda e nunca apareceu triangular, toda vez que chega. Agora nós temos essa fixação que é fruto da nossa insegurança, de tentar fazer com que algo bom do momento de hoje se cristalize, se engesse, para se tornar definitivo para sempre. Aí a catástrofe se institui e começa com um mover espiritual do coração de alguns, às vezes de alguém, ou quando se transforma numa coisa que recebeu adesão de um número maior, vira movimento. Aí depois que esse movimento anda um pouquinho mais, ele começa a se institucionalizar, nesse processo que eu citei aqui, com a gente dizendo: ”Nós é que sabemos, nós é que marcamos.” É a coisa do xixi do leão, que marca o território, e a institucionalização vai sendo feita da fixação dessa mentalidade, até que o mover vira um movimento e o movimento vira uma instituição que acaba transformando aquilo numa coisa que depois de alguns anos vira um mausoléu.
Concluindo a resposta: Nenhum de nós tem o poder pessoal de decidir quantas gerações à mais nós vamos servir na vida. Se, porventura, o que eu fiz até agora na minha vida e o que eu registrei das coisas que eu creio, vejo e sinto, se tornarem coisas importantes depois que eu não estiver mais aqui, e atingirem outras gerações, sinceramente falando, é um problema de Deus, porque eu não estarei aqui para saber. Então não é uma questão para o cara que já foi, e sim uma decisão divina, fazer com que aquilo que numa geração não tenha sido compreendido, somente uma outra lá na frente venha a ter mente suficiente para discernir o que está sendo dito naquela hora e os contemporâneos não estão compreendendo.
Voltando e usando o exemplo que eu dei de que nem mesmo se porventura alguma coisa do que eu fiz, disse, registrei ou escrevi, virá a ser algo com significado para as outras gerações, que faça bem a outras gerações. Aleluia! Mas eu não estou aqui visando isso e não posso viver de um futuro inexistente.
O único momento que me interessa e ao qual eu ministro é este. A geração que me concerne não é a que virá, é a que está! Assim como nestes 32 anos pregando a palavra, eu já vi muitas gerações mudarem. Pois, quando eu me converti a geração cristã era uma, 10 anos depois era outra, 10 anos depois era outra ainda. Hoje, todo dia eu encontro gente que se converteu de 1998 para cá, quando eu parei de pregar na grande mídia, e que nunca me viu na vida; o que para alguém que viveu os 30 anos anteriores é quase que inconcebível: ”Mas você não conhece esse cara?” Como se ficasse alguma coisa perpetuada ali, um holograma caiofabiano viajando pelo espaço... (Como se para) todo evangélico que se convertesse agora, chegasse aquele grilo falante dizendo: “Oi, eu sou o Caio! Não estou mais aqui, mas já estive, viu!" Não existe isso. Cada um marca sua hora e o tempo.
Então o compromisso do Caminho da Graça não é com a inconstitucionalização dele, jamais. O compromisso do Caminho da Graça é com a geração dele hoje. Mas sem nenhuma fobia institucional, porque o institucional é essencial. Ninguém paga água sem o institucional, ninguém paga luz, ninguém recebe dinheiro sem o institucional. Senão, vira tudo pessoal, a casa da mãe Joana. Então, para ser algo sério tem que ser institucional. Não pode ser a igreja do Caio, do Marcelo. Quem vai assumir isso não tem que ser dois compadres que decidem como as coisas acontecem. Para ser legal (legalizado), tem que ser instituição. Para poder ser legal, para ser auditável, para ser comunitário, para ser de todos conforme a constituição do momento e do tempo histórico do qual nós vivemos. Mas até aí tudo bem, porque eu tenho CPF, RG, título de eleitor, atestado de reservista, certidão de casamento, passaporte, toda essa porcaria e continuo não-institucional. Eu sou eu todo dia. Isso aqui (passaporte) me serve para mostrar para um guarda na fronteira. Passei a fronteira, entro num lugar que me convêm e boto ela no bolso que é o lugar dela, e sento em cima. O cara que viaja a primeira vez fica mostrando: Olha! Esse é o meu passaporte! No meu caso, esse é o meu 10º passaporte, não tem onde botar carimbo nessa droga. Agora tem gente que se pudesse, colocava o passaporte com todas as estampas na testa para todo mundo ver. Esse cara É a Instituição, porque ele não existe do momento, ele existe é da acumulação das supostas conquistas passadas que são dele e tem que ficar estatificadas, tem que virar coroa, vitrine, aquariozinho das memórias de Deus.
Então, em resumo, só não ficará institucionalizado se eles não virarem uns BABACAS! Mas se embabacarem, já era! Mas se mantiverem a alma no Evangelho, a consciência simples, andando no Senhor Jesus, tratando uns aos outros como irmãos, sem se impor uns aos outros, sem evocarem pedigree, sem dizer: “eu cheguei aqui primeiro, sem fazer conta de entrada nem de saída, sem ficar auditando uns aos outros, sem ficar fiscalizando uns aos outros, sem ficar impondo suas próprias decisões pessoais e particulares como sendo leis comunitárias para o outro. Se isso não acontecer não tem perigo nenhum!
E se mantiverem-se atualizadas e crescer, se tiverem o software da graça e do amor, rodando na mente e no coração, e a palavra eterna aqui na mente-coração, toda nova geração vai saber fazer atualização com a propriedade pertinente para servir a própria geração. Se depois que a gente partir, surgirem uns idiotas, e puserem uma placa lá na frente dizendo: “Caminho da Graça – Primeiro Movimento da Grande Reforma Anti-Reformada”, “ Estação Primeira de um Pingo (de Mangueira) de Santos” ou “Estação Segunda da Catedral de Brasília...” Aí, me desculpe, pelo amor de Deus, irmãos, acho que antes da ressurreição, eu levanto dos mortos para embolachar esses tais!
Caio
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