13 outubro 2009

COMO É O "CAMINHO DA GRAÇA"? - Perguntas Frequentes

1. Quem pode participar das reuniões?
O Caminho da Graça é para todos. Os perdoáveis e os imperdoáveis.

2. Vocês são parecidos com qual denominação e qual doutrina?
Não somos parecidos com nenhuma denominação.
Nem desejamos nos parecer com uma ou ser uma.
O alvo de um ser humano é se parecer com Cristo.
"...até que todos cheguemos à Sua estatura..."

3. Como é a cerimônia de vocês, liturgia, ordem do culto?
Não temos. Nos encontramos de forma simples e informal e a partir dai, tudo é bom. Cantamos, oramos, compartilhamos, refletimos no Evangelho e participamos da Mesa do Senhor.

4. O que vocês dizem aos que estão em pecado?
Pecado se resolve com perdão. É isto que dizemos.
O que se faz é o que todos devemos fazer, isto é, nos expormos ao Evangelho de Jesus e deixarmos que o Evangelho produza os efeitos que só o Evangelho pode produzir.

5. É verdade que vocês fazem troca de casais e aceitam adúlteros?
Não somos partidários desta pratica, isto é, troca de casais.
Trocamos fardos pesados da religiosidade pelo fardo leve de Jesus.
Aceitamos entre nós "pecadores que pecam porque são pecadores", portanto, aceitamos adúlteros, mentirosos, fofoqueiros, vaidosos, orgulhosos, trapaceiros etc. entre eles eu, você e quem chegar...

6. O que vocês acham da igreja evangélica contemporânea, e de seus líderes que, porventura, cairam?
Da igreja evangélica não achamos nada. Não fazemos parte dela. Somos apenas seguidores de Jesus.
Dos líderes que caíram, bem,
"TODOS PECARAM E DESTITUÍDOS ESTÃO DA GLÓRIA DE DEUS" e "NÃO HÁ CONDENAÇÃO SOBRE OS QUE ESTÃO EM CRISTO JESUS" e "QUEM ACHA QUE ESTÁ EM PE, CUIDA PRA QUE NÃO CAIA"

7. O ministério de louvor de vocês toca qualquer música, como vocês podem dirigir o louvor do povo, como vocês têm a capacidade de profanar o templo de DEUS?
Que "ministério de louvor"? O que é qualquer música? Quem dirige o louvor do povo? Que templo? Sobre que "deus" você está falando? O Deus encarnado em Cristo é que não é.

8. Como é que tantos pecadores conseguem conviver com vocês ai no Caminho da Graça? Incrível como todos que caíram se unam!
É incrível mesmo. Eles convivem juntos com todos os outros pecadores. É normal. Leprosos convivem com leprosos.
Todos vivem disputando quem chega primeiro aos pés da Cruz.

9. Quantos membros se congregam na Estação Flórida?
A Estação não tem membros, só gente que vai e vem.

10. Quem é o pastor da Igreja?
Jesus é o pastor da Igreja. Pessoas com o dom de pastorear (servir, acompanhar, atender, ouvir) existem muitas nas Estações.

11. Por quê "mentor" e não "pastor"?
Porque não são a mesma coisa. Nem todo mentor tem, necessariamente, o dom pastoral. Entendemos que o termo "pastor" não deve se referir a um "líder" de uma determinada congregação ou uma "autoridade espiritual" sobre a vida dos demais irmãos. Entendemos pastores como servos amigos e conselheiros idôneos, que lavam os pés dos irmãos sem julgarem-se superiores a ninguém. O mentor é apenas alguém com disposição e disponibilidade para servir de contacto, organizar encontros, identificar dons, facilitar a vivência comunitária e fazer o que seja necessário para o bom andamento de tudo.

12. Por quê "estação" e não "igreja"?
Porque não são a mesma coisa. Igreja (com I maiúsculo) corresponde ao que Jesus e o Novo Testamento definem como Igreja: A Assembléia dos que foram chamados à Fé, ou seja, o encontro com Deus e uns com os outros em torno do Nome de Jesus — o que faz de todo Encontro Humano, em fé, um Encontro-Igreja no qual Jesus promete estar presente, mesmo que sejam apenas dois ou três re-unidos por se saberem a Ele unidos!
“Igreja” (entre aspas) refere-se às representações institucionais do fenômeno histórico, social, econômico, político e culturalmente autodefinido como “igreja” — e que tem uma hierarquia (clero), sigla (denominação), geografia fixa (prédio) e membros-sócios. Ou seja, Igreja a gente encontra no caminho. “Igreja”, a gente vai ao encontro dela ou a identifica pela placa! "Estação" é um ponto-existencial de encontro entre aqueles que se identificaram com a mensagem do Evangelho.

13. Qual é a estratégia de evangelização que vocês empregam?
Crescermos, cada um de nós, à semelhança de Cristo, sendo assim "sal e luz" por onde quer que nós passarmos. Nossa estratégia é crer em Cristo ("Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.") e obedecê-lo (“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.”).

14. "Venha como estás e fique como quiseres"?
Exato. Agora nossa pergunta é "como queres ficar agora que viestes?" Quando perguntaram a Lutero "...quer dizer que se estamos em Cristo podemos fazer o que quisermos?", ele respondeu: "Correto! Agora, o que querem fazer?" Nossa esperança é que o Evangelho da graça de tal modo tranforme o coração da pessoa que ela passe a querer apenas o que é verdade, saúde e vida!

Leia Mais >>

06 outubro 2009

O QUE É O EVANGELHO?

O Evangelho de Jesus é simples from David Palazzo on Vimeo.

“O Evangelho é a Boa Nova. O Evangelho é a certeza de que Deus se reconciliou com o mundo, em Cristo; e que agora os homens podem se desamedrontar, pois foi destruído aquele que tem o poder da morte — a saber: o diabo —; bem como foram libertos aqueles que estavam sujeitos à escravidão do medo da morte por toda a vida. Quem crer está livre, e pronto para começar a andar na paz”.

Leia Mais >>

25 janeiro 2009

MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA

Nos dias da Reforma Protestante, 95 foram as teses. Hoje a tese é uma só: Se tudo é Graça de Deus, então, não há barganhas e nem propostas a serem aceitas, jamais.

Portanto, eis como segue:

1. Há um só Deus, que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo; sendo, no entanto, um só Deus; e tal realidade divina pode ser por nós apenas crida, mas jamais entendida. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus!

2. Tudo e todos os que existem foram criados por Deus e para Deus; e Deus ama a todas as Suas criaturas e criações; posto que sendo amor a natureza de Deus, tudo o que Ele criou por amor o criou.

3. Deus é Amor; portanto, Deus é Graça; visto que somente no Amor há Graça; sendo também esta a razão de Deus haver feito o Sacrifício Eterno pela Sua criação e todas as Suas criaturas, antes mesmo de criar qualquer coisa; posto que o Cordeiro Eterno de Deus, que é também o Filho, entregou-se como Redenção e Remissão de pecados antes que qualquer coisa, ente, criatura ou dimensão tivessem sido criadas.

4. As transgressões que houve e há na criação, não demandaram de Deus um “improviso”, um remendo; posto que a Graça do amor de Deus revelado aos homens não seja um improviso, mas a consecução do amor que já se dispusera a tudo por amor à criação antes de haver mundo.

5. Deus é amor, é, portanto, Pessoa; pois não há amor sem pessoalidade. Por isto ao criar seres capazes da pessoalidade, Deus chamava a Sua criação a um vinculo de relacionalidade com Ele, em amor, verdade e graça.

6. Sendo Deus Eterno e Infinito, e o homem mortal e finito, não há meios de o homem ou qualquer criatura discernirem Quem Deus é a menos que Deus faça revelação de Si mesmo.

7. Portanto, tudo quanto de Deus possa ser sabido nos vem exclusivamente por revelação; seja a revelação Dele mediante a Natureza das coisas criadas, seja pela iluminação da consciência, seja pelas Escrituras que decorreram da fé de Abraão, seja pela ciência como apreensão da revelação livre que Deus faz de Si mesmo.

8. A Palavra de Deus, portanto, se manifesta de muitos modos; entretanto, uma só é a Palavra; e toda a sua revelação está manifesta em Jesus, que é o Verbo Eterno, a Palavra antes de qualquer Natureza, Consciência, Ciência ou Escritura; posto que somente em Jesus seja possível discernir Deus em Sua plenitude de revelação aos homens. Afinal, Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai” [...] “Eu e o Pai somos Um”.

9. Sendo Deus Eterno e totalmente transcendente ao homem, tudo o que Dele nos venha é Graça; e sem Graça, favor divino em todas as coisas, nada pode ser por nós apreendido como bem eterno em razão de nossa incapacidade de discernir o Eterno e Infinito, especialmente quanto a aprender a Sua vontade.

10. Além disso, pela mesma razão, somente se pode manter relação com Deus mediante a fé, posto que a fé se abra para todas as coisas, visíveis e invisíveis; e mais: somente a fé não conhece impossível; portanto, somente pela fé se pode manter vinculo com Aquele está para além de toda compreensão.

11. Ora, sendo Jesus o Cordeiro Eterno de Deus que se manifestou na História, o fez no mesmo espírito da Graça Eterna, a mesma concedida à criação e às criaturas antes que houvesse mundo. Por isto Jesus não é o Deus dos cristãos, nem de qualquer grupo humano, nem o fundador do Cristianismo, nem o Deus dos crentes que assim se confessem apenas pela filiação a uma agremiação religiosa... Antes pelo contrário, Ele é a verdadeira Luz que vinda ao mundo ilumina a todos os homens; posto que Jesus tenha sido apresentado a nós como pertencendo a uma Ordem Sacerdotal Superior, não religiosa, não humana, e que é descrita como sendo a Ordem de Melquizedeque, na qual todos os seres humanos, sabendo ou não de tamanha Graça a eles disponível em Cristo, nela estão incluídos por uma decisão unilateral do amor de Deus; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.

12. Desse modo, tudo quanto concerne ao homem como necessidade, surge de Deus como solução do amor na Graça; a saber: arrependimento, fé, salvação, redenção, perdão, justificação, alegria, santificação e esperança eterna. Assim, não há nada que seja essencial ao homem que seja provisão do homem para o homem; pelo contrário, tudo provém de Deus.

13. Por esta razão o povo de Deus é o Povo da Graça; pois, quem quer que esteja em Deus só o está em razão de ter sido incluído gratuitamente em tão grande salvação.

14. Além disso, esse Povo de Deus é chamado a tornar-se seguidor de Deus nos passos de Jesus; e, por isto, só é Povo de Deus [e, portanto, Igreja], aquele que se entregar a Deus apenas crendo que no Cordeiro Eterno, Cristo Jesus, Tudo Está Consumado; não restando ao homem nada a fazer a fim de completar o que já estava Feito antes de haver mundo.

15. É porque o Evangelho é assim, e porque Jesus assim ensina, e, além disso, por ter sido apenas este o Fundamento Apostólico sobre o qual a revelação da Nova Aliança se deu, é que afirmamos com tremor e santo temor que:

15.1. O que se fez nesses 1700 anos de História Cristã Romana, da qual a própria Reforma Protestante não deixou de ser herdeira, rompendo com muitas coisas, mas não com todas, tornando-se assim, de certa forma, apenas uma Re-forma, mas não uma Revolução de sentidos, conteúdos, e, sobretudo, de simplificação não de formas, mas de espírito — é ainda algo totalmente insatisfatório; posto que seja ainda um reformar, mas não uma ruptura de conteúdos, de dogmas, de doutrinas humanas, de lógicas mundanas, todas elas criadas pelo Pai do Cristianismo e seus auxiliares históricos: o Imperador Constantino.

15.2. Que o que provocou a Reforma nos dias dos Reformadores do Século XVI, tornou-se algo revivido com ênfases e disfarces de maldade ainda maior entre nós, hoje; posto que agora tudo seja feito com máscaras do “nome de Jesus”, porém, com modos que fazem as vendas de Indulgências que deram pavio ao fogo da Reforma, tornarem-se temas inocentes de presépio infantil.

15.3. Que as barganhas, as negociatas, as campanhas de exploração da credulidade do povo, o uso perverso da Bíblia, o espírito de troca e comercio, as maldições e ameaças pronunciadas “em nome de Jesus”, os novos apóstolos do dinheiro e da prosperidade, o desenfreado comercio da fé como produto, a utilização de todos as formas de manipulação e engano, as inegáveis manifestações de ações criminosas em nome da fé, o uso político da igreja e do nome de Jesus, e tudo quanto entre nós hoje se define como “igreja” e sua prática histórica, não mais é que um estelionato sem tamanho e medida, e que faz a Igreja Católica do Século XVI uma entidade de bruxos aprendizes daqueles que entre nós hoje são pastores, bispos, apóstolos e candidatos diabólicos à divindade.

15.4. Que não é mais possível usar termos como “evangélico”, que deveria significar “aquilo que carrega a qualidade do Evangelho”, nem termos como “Igreja”, que deveria apenas ser a assembléia dos crentes no Jesus dos Evangelhos — posto que “evangélico” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é descrito como sendo anti-evangélico, e “Igreja” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é apenas uma multidão perdida e sem pastor, tamanho é o descaminho dos seus guias e condutores do engano.

15.5. Que não é mais possível conviver passivamente com tamanho engano blasfemo, sob pena de nos tornarmos indesculpáveis diante de Deus, desta geração, e das que ainda virão.

15.6. Que hoje se ouve a Voz de Deus, dizendo como fez antes muitas vezes, e no futuro ainda voltará a dizer: “Sai do meio dela, ó povo meu!” Sim, pois “o Senhor conhece os que Lhe pertencem”; e deseja separar Seu Povo do convívio perverso não no “mundo”, mas, sobretudo, no “ambiente chamado ‘igreja’”; posto que, pela anuência silenciosa, estamos corroborando o engano para aqueles que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda.

15.7. Portanto, convidamos a todo aquele que ainda crê em Jesus segundo a pureza do Evangelho, que assuma hoje, e para sempre, uma total ruptura com tudo aquilo que se disfarça sob o nome de Jesus, mas que nada mais é do que manifestação do engano, até que chegue o Dia quando todo “Senhor, Senhor” que não teve correspondência de obediência ao Evangelho, de Jesus ouvirá o terrível “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim todos vós que praticais a iniqüidade”.

15.8. Aqui, sem alarde, com total sinceridade no Evangelho, convidamos você a abraçar a busca da Regeneração; pois, o que a “igreja” precisa a fim de se tornar Igreja, segundo Jesus, é de Regeneração, de conversão, de arrependimento e de iluminação do Evangelho na Graça de Deus.

15.9. Portanto, não temos barganhas a fazer com tudo aquilo que, mesmo sendo anunciado “em nome de Jesus”, nada tenha de Jesus e do Evangelho; e assim fazemos porque temos certeza de que seremos cobrados por Deus se nos mantivermos alheios, silenciosos, perversamente educados no nosso assistir da mentira na sua prevalência histórica contra a verdade e a simplicidade do Evangelho.

15.10. Estas são as teses puras e simples deste momento/tempo de Busca de Regeneração de nós mesmos no Evangelho. Quem diz amém ao Evangelho de Jesus, esse não temerá viver todas as implicações dessa decisão proposta não como Reforma, mas como Regeneração.

Nele, que nos chama a servi-Lo hoje, nesta geração, pois a ela estamos endividados pelo conhecimento da Verdade em Jesus,

Caio Fábio D’Araújo Filho

E quem mais assinar antes ou depois de minha assinatura...

21 de outubro de 2009

Lago Norte

Brasília

Leia Mais >>